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Países Baixos e França desejam abordagem da UE para lavagem de dinheiro e fraude bancária

Iede de VriesIede de Vries
Foto por Joshua Hoehne em UnsplashFoto: Unsplash

Países Baixos e França querem um órgão europeu independente de supervisão no combate à lavagem de dinheiro proveniente de atividades criminosas. Haia e Paris estão há algum tempo buscando uma coalizão com países que pensam da mesma forma, porque a lavagem de dinheiro e a fraude financeira são problemas transfronteiriços.

A UE tem sido abalada nos últimos anos por alguns grandes escândalos de lavagem de dinheiro, inclusive no ING e no Danske Bank. A supervisão das transações financeiras na UE é atualmente regulada em nível nacional, mas não há supervisão centralizada. Nos Países Baixos, a competência está com o De Nederlandsche Bank (DNB).

No final do ano passado, uma proposta para fortalecer a já existente Autoridade Bancária Europeia (EBA) a fim de fiscalizar a aplicação integral das leis antifraude foi retirada, pois ainda não se havia alcançado consenso. Agora, nos bastidores, trabalha-se na criação de departamentos menores da UE para supervisão bancária. Também não está descartado que essa supervisão passe a ser responsabilidade do novo procurador público europeu.

O executivo bancário neerlandês Ralph Hamers, do banco ING, é um grande defensor de uma autoridade europeia antifraude. Segundo ele, a atual abordagem nacional para combater o crime financeiro é ineficaz. Para Hamers, o crime não para em determinado banco e certamente não para na fronteira.

O banqueiro neerlandês Hamers prefere uma política europeia na qual bancos e serviços de investigação trabalhem em conjunto além-fronteiras, sob supervisão de um órgão europeu. O ING recebeu no ano passado uma multa de 775 milhões de euros por uma falha no combate à lavagem de dinheiro.

Este artigo foi escrito e publicado por Iede de Vries. A tradução foi gerada automaticamente a partir da versão original em neerlandês.

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