Oito países da UE enviaram uma carta à próxima Comissão Europeia pedindo que a ambição climática seja aumentada da meta atual de redução de emissões de 40% para uma redução de 55% em dez anos. A carta foi coassinada pela Holanda e será discutida hoje à noite em Bruxelas durante a audiência de Frans Timmermans.
O governo alemão recusou assinar a carta endereçada a Frans Timmermans, o candidato a comissário europeu para o European Green Deal, antes de sua audiência no Parlamento Europeu ainda hoje.
"A União Europeia deve comprometer-se, antes do final do ano, a uma melhoria substancial da ambição climática", diz o apelo, assinado pelos ministros do meio ambiente da Dinamarca, França, Letônia, Luxemburgo, Holanda, Portugal, Espanha e Suécia.
É notável que a Alemanha não tenha aderido ao apelo. Inicialmente, na política alemã, a ideia era que deveria haver mais atenção e recursos para uma política climática melhor e mais ampla. Nas eleições europeias de maio, os Verdes foram o segundo partido mais votado e hoje, segundo pesquisas de opinião, são o maior partido da Alemanha.
O governo alemão quer enfraquecer as metas climáticas apresentadas no mês passado. Reporta o Der Spiegel que o governo federal propõe não estabelecer uma meta nacional para redução de CO2 até 2040. Isso surge, segundo o Der Spiegel, de um plano climático revisado obtido pela revista semanal, que difere do plano apresentado em setembro.
De acordo com o ministro Helge Braun (SPD) do gabinete de Merkel, não há "enfraquecimento em pontos essenciais".
Segundo o Spiegel Online, o enfraquecimento do plano climático foi iniciativa da CDU.
Os planos devem ser aprovados pelo governo na quarta-feira. A intenção é que sejam ratificados pelo Bundestag e Bundesrat antes do congresso do SPD em 6 de dezembro. Neste congresso a continuidade da grande coalizão CDU/CSU e SPD também estará em debate.
Ativistas ambientais celebram a iniciativa do grupo dos oito países da UE, mas ficaram profundamente decepcionados com a recusa da Alemanha em assinar a carta.
Muitos já estão irritados com os planos fracos de Merkel para reduzir as emissões em seu próprio país.
Frans Timmermans enfrentará esta noite a pergunta de se apoia 'o Green Deal de Von der Leyen' ou a política climática enfraquecida da Muttí Merkel.

