O comissário europeu holandês Frans Timmermans (PvdA) considera que os ministros holandeses deixam claro muito pouco que a guerra russa contra Ucrânia também é dirigida contra a Holanda e o resto da Europa. Segundo ele, muitos políticos holandeses ainda não compreendem plenamente a profundidade da crise.
Timmermans acha que o governo deve enfrentar a crise energética de forma muito mais enérgica, e afirma que muitos países da UE já anunciaram pacotes de apoio significativos. A UE está fazendo todo o possível para passar o inverno sem gás da Rússia, diz Timmermans. “A sensação de urgência realmente precisa aumentar”, afirmou o segundo homem da Comissão Europeia no programa de TV Buitenhof.
Ele acredita que o primeiro-ministro Rutte “pelo menos deve começar a dizer às pessoas o quão grave é a situação”. Ele apoia a proposta dos deputados do PvdA e GroenLinks na Câmara dos Deputados para congelar os preços da energia para os domicílios holandeses no nível do início deste ano.
Ele destacou que, há dois anos, durante a pandemia de coronavírus, o governo Rutte destinou bilhões para manter as empresas e empreendedores holandeses de pé. Agora Rutte deve fazer o mesmo pelas famílias, disse Timmermans.
A nova primeira-ministra britânica Lizz Truss pretende congelar no Reino Unido o preço que os cidadãos pagam pela energia. “Na Holanda, felizmente, as pessoas já estão economizando bastante energia. Isso é necessário, pois os tempos de energia barata acabaram para sempre e precisaremos mudar mais rápido para a produção e uso de energia renovável.”
Esta semana, o Parlamento Europeu em Estrasburgo analisa uma proposta de Timmermans para ampliar a diretiva europeia sobre produção de energia renovável. A diretiva eleva a meta inicial (32% em 2030) para 45% após a invasão russa à Ucrânia.
Espera-se que praticamente todos os grupos no Parlamento Europeu aprovem a proposta da Comissão Europeia. Para os Verdes, a meta aumentada de 45% não é ambiciosa o suficiente e, em uma emenda, propõem uma meta ainda maior de 56%.

