O transporte marítimo europeu é responsável por cerca de um quinto das emissões globais causadas por embarcações. Não é só o transporte rodoviário e o tráfego de automóveis europeus que causam grande impacto ambiental, o transporte marítimo também gera gases de efeito estufa.
O verdadeiro impacto ambiental do transporte marítimo foi resumido pela primeira vez em um relatório apresentado nesta quarta-feira em Lisboa pela Agência Europeia para a Segurança Marítima (EMSA) e pela Agência Europeia do Ambiente (EEA). O transporte marítimo, assim como a aviação, não está mencionado no Acordo de Paris sobre o Clima.
Segundo o Parlamento Europeu, essa situação deve mudar. Até agora, nos países da UE, grande parte da atenção tem se concentrado em critérios climáticos na agricultura para combater a poluição do ar. Organizações agrícolas vêm há tempo defendendo que medidas também sejam adotadas em outros setores poluentes, como a indústria e a aviação.
A UE agora investigou e calculou os dados de outros setores. De acordo com o relatório, em 2018 os navios foram responsáveis por 13,5% de todas as emissões de gases de efeito estufa causadas pelo transporte na UE. Dentro disso, o transporte rodoviário foi, com três quartos, o maior poluidor, e a aviação respondeu por 14,4% das emissões.
Todos os modos de transporte precisam se tornar mais sustentáveis, inteligentes e resilientes, afirma Adina Vălean, comissária da UE para o Transporte. Os navios desempenham um papel importante como meio de transporte entre países da UE, tanto para pessoas quanto para o comércio entre eles. E isso deve crescer ainda mais nas próximas décadas, estimam especialistas em transporte.
Uma possível primeira «solução» é a transição para fontes de energia mais ecológicas, como biocombustíveis, baterias, hidrogênio ou amônia. O fornecimento de energia em terra nos portos, que permite que os navios desliguem seus próprios motores e conectem-se a uma fonte elétrica, também reduziria a poluição ambiental causada pelas embarcações.

