Os ministros das Relações Exteriores dos países da UE concordaram com um novo sistema europeu de multas e sanções. Isso permite agir legal e financeiramente contra países que não respeitam as regras europeias. Esse pacote foi elaborado para dispor de medidas punitivas que possam ser aplicadas de forma mais rápida e precoce.
O motivo direto para essas sanções foi o governo polonês, que tentou demitir juízes incômodos, e o governo húngaro, que impôs restrições a organizações internacionais. A UE já dispunha da medida “pesada” de levar países ao Tribunal de Justiça Europeu, mas esses processos duram anos. Agora, a UE incorporou o recurso de subsídios, permitindo punir países também pela suspensão (temporária) de financiamentos.
A UE também pode bloquear saldos bancários de pessoas envolvidas em ações anti-europeias. Com a adoção desse novo pacote de medidas punitivas, a UE provavelmente já tomará a primeira ação contra Turquia. Esse país está realizando perfurações exploratórias de gás e petróleo na costa de Chipre.
Todo Chipre é membro da UE. A República Turca do Norte de Chipre corresponde à área ocupada pela Turquia desde 1974, mas é reconhecida como estado por quase ninguém. A Turquia, no entanto, afirma que tem o direito de realizar essas atividades de perfuração. Segundo Ancara, o leito marinho faz parte do território continental turco ou a Turquia perfura gás em benefício do Norte de Chipre.
A UE está agora um passo mais próxima de impor sanções à Turquia devido às perfurações realizadas por esse país na costa da parte turca de Chipre. A UE já pediu diversas vezes que Ancara cesse as provocações nas águas territoriais de Chipre. “Estamos todos do lado de Chipre”, disse o ministro holandês Stef Blok no último verão. O ministro Blok não quis responder quando as novas medidas punitivas poderão ser adotadas.

