A nova presidente da Comissão Europeia enviou uma carta ao primeiro-ministro britânico Boris Johnson solicitando que indique o mais rápido possível uma nova candidata britânica para a Comissão da UE. A presidente Ursula von der Leyen sugere que Johnson possa apresentar uma candidata mulher.
Agora que os britânicos solicitaram um adiamento de três meses para sua saída prevista da UE, o Reino Unido permanecerá membro da UE pelo menos em 1º de dezembro e 1º de janeiro. Nesses casos, a "constituição" da UE determina que os britânicos devem ter políticos britânicos no Parlamento Europeu e um Comissário britânico na administração executiva da UE.
Von der Leyen já havia solicitado anteriormente a antiga primeira-ministra Theresa May que indicasse uma candidata britânica. Naquela ocasião, ainda parecia que o Reino Unido poderia deixar a UE antes de 1º de novembro.
Após as eleições europeias de maio, já foi decidido que os eurodeputados britânicos em Estrasburgo manteriam seus assentos temporariamente enquanto se aguardava uma decisão sobre o Brexit. Mas até agora não houve decisão sobre o Comissário da UE Julian King.
A nova Comissão Europeia de Von der Leyen deve assumir em 1º de dezembro, um mês depois do originalmente previsto. Mas até o final deste mês, o Parlamento Europeu deverá realizar audiências para três comissários ainda pendentes: o francês, o húngaro e o romeno. Espera-se que até lá não haja clareza sobre um novo comissário britânico.
O primeiro-ministro Johnson já deixou claro que não pretende indicar um novo comissário britânico. Em vez disso, Johnson afirmou que quer iniciar o retorno dos funcionários britânicos de Bruxelas. Ainda não está claro como a UE reagirá se Londres se recusar a nomear um sucessor para Julian King.
Em teoria, a presidente da Comissão Europeia, Von der Leyen, pode permitir que o atual comissário britânico permaneça por mais alguns meses, pois os britânicos podem acabar saindo da UE via Brexit em fevereiro. Contudo, isso dependerá também do resultado das eleições parlamentares que serão realizadas na metade de dezembro no Reino Unido. Se os conservadores não vencerem brilhantemente essas eleições, não está descartada uma nova prorrogação da saída britânica do Brexit.

