Os planos para a natureza apresentados em junho abrangem não apenas a redução de pesticidas na agricultura, mas também a restauração de bosques e elementos verdes na paisagem.
A forma e a velocidade com que se propõe alcançar as metas mais rigorosas não são, no momento, viáveis nem realistas na situação atual da Holanda. O ministro Adema pediu à Comissão Europeia uma reunião separada sobre a situação na Holanda e as consequências dessa acumulação de novos planos. “Nem tudo pode ser feito em todos os lugares e ao mesmo tempo”, resumiu ele.
No Conselho de Agricultura mensal dos ministros LNV, Adema destacou que não só a agricultura da UE apresentou novos planos (PAC, Do Produtor ao Consumidor, biodiversidade etc), mas também planos importantes da Comissão para o Ambiente, Clima e Energia convergem, a seu ver, na exploração agrícola.
De acordo com ele, a Holanda está no meio de uma transição fundamental do meio rural. Essa é uma grande tarefa que gera muita inquietação social, apesar de haver orçamento suficiente para apoiar essa transição. As metas de restauração da natureza propostas em junho acrescentam ainda uma carga considerável, afirmou.
“O que preocupa não apenas a mim, mas a todo o governo holandês, é a forma e a velocidade com que se propõe implementar o plano de restauração da natureza. Atualmente enfrentamos uma crise habitacional aguda, uma urgente transição energética, a transição para uma produção alimentar sustentável e também a restauração da natureza. Tudo isso em um país densamente povoado como a Holanda”, comentou para seus colegas ministros dos outros países da UE.
O Comissário do Ambiente Sinkevicius não abordou, na parte pública da reunião dos ministros, o pedido de Adema para uma consulta separada sobre “a situação na Holanda”, mas Adema afirmou depois aos jornalistas holandeses que havia conversado extensamente com o Comissário do Ambiente nos bastidores.

