Os líderes da UE não conseguiram no último fim de semana (ainda?) chegar a um compromisso para relançar a economia europeia após a pandemia de corona.
O presidente da UE, Charles Michel, suspendeu as negociações. Ele deseja continuar na segunda-feira às 16h00 e apresentar uma nova proposta de compromisso. Isso indica que, aparentemente, as divergências podem ser superadas.
Segundo o primeiro-ministro holandês Mark Rutte, a cúpula esteve muito próxima do fracasso na última noite. “Parecia várias vezes que não iria dar certo”, disse ele depois. Houve “um momento em que pensei: acabou”.
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O fato de a cúpula da UE não ter fracassado no terceiro dia extra de negociações é visto como ‘positivo’ pelos observadores. E o fato de inclusive um quarto dia de negociações estar sendo acrescentado sugere que um resultado favorável ainda é possível.
De acordo com Rutte, as conversas avançaram ao ponto de poderem continuar negociando. Ele está satisfeito com compromissos sobre as reformas econômicas que os países devem implementar para se qualificarem para subsídios e o controle sobre isso. Ele acredita que “gradualmente está surgindo consenso” e que os quatro países rebeldes aparentemente estão alcançando resultados.
Também sobre a escolha entre ‘doações’ ou ‘empréstimos’ parece possível um acordo. Na proposta inicial do presidente Michel, havia dois terços em ‘doações’ e um terço em ‘empréstimos’, mas agora isso parece estar equilibrado meio a meio. A primeira proposta previa 500 bilhões em subsídios. Naquela época, a Holanda não queria nada a ver com subsídios.
Um apelo emotivo de Michel aos líderes dos governos da UE para superarem suas disputas e realizarem “uma tarefa impossível” ajudou, segundo o primeiro-ministro Rutte. Após o terceiro dia, Rutte disse ter visto mais apoio do que menos às ‘condições’ dos ‘quatro mesquinhos’.

