Essa proibição temporária se soma à oferta de mais 100 milhões em ajuda de crise para agricultores afetados na Polônia, Romênia, Hungria, Eslováquia e República Checa.
Na semana passada, a Polônia e a Hungria impuseram unilateralmente uma proibição de importação de produtos ucranianos, provocando grande indignação nos demais países da UE. Eles chegaram a bloquear por alguns dias as fronteiras para todo o tráfego de caminhões. A presidência sueca da UE destacou que acordos comerciais só podem ser feitos coletivamente, pela Comissão Europeia.
O Comissário de Comércio da UE, Valdis Dombrovski, conduz atualmente negociações intensas com esses cinco países. Eles também desejam restrições de importação a outros produtos ucranianos, incluindo carne e equipamentos. Anteriormente, o primeiro-ministro polonês Mateusz Morawiecki havia classificado os 100 milhões de euros extra como ‘tarde demais e insuficiente’. O acordo em preparação trata de grãos, milho, óleo de colza, sementes de girassol e óleo de girassol.
O Comissário de Agricultura Janusz Wojciechowski declarou na terça-feira, após a reunião mensal dos ministros da Agricultura em Luxemburgo, que espera que o acordo seja fechado em breve. Ele apontou que esses cinco produtos representam quase noventa por cento de toda a exportação ucraniana para esses países.
Na reunião do Conselho da Agricultura da UE, o ministro da Agricultura da Ucrânia participou por videoconferência. Ainda não houve resposta da Ucrânia ao anúncio da proibição temporária iminente para os ucranianos.
A proibição temporária valerá pelo menos até 5 de junho. Naquela data, expira a isenção temporária de tarifas de importação e cotas de exportação estabelecida no ano passado para quase toda a exportação ucraniana. A Comissão Europeia afirmou anteriormente que não pretende readotar essas tarifas, embora os cinco países 'da linha de frente' tenham solicitado isso.
Em Luxemburgo, Wojciechowski e o presidente sueco Kullgren indicaram que essa proibição temporária de exportação para cinco países da UE pode contar com o apoio tácito dos 27 ministros da Agricultura, enquanto se aguarda uma solução estrutural melhor.

