Nas últimas semanas, as três bancadas da coalizão alemã (SPD, Verdes e FDP) fizeram várias concessões aos agricultores alemães, como parcelar a abolição ao longo de vários anos em vez de ocorrer tudo de uma vez no próximo ano. A associação dos agricultores insistiu durante muito tempo pela "manutenção total", mas agora está disposta a aceitar outras compensações em troca.
Com essa flexibilização, a associação dos agricultores acompanha o apelo dos dezesseis estados alemães apresentado ao ministro da Agricultura, Cem Özdemir, da BMEL, na semana passada. Os governos estaduais, de diferentes partidos políticos, querem melhorar a posição de renda dos agricultores alemães reduzindo os custos e encargos administrativos.
"Nossas empresas estão sobrecarregadas pela burocracia. Esse esforço consome muito tempo e, portanto, dinheiro", criticou o presidente da associação, Joachim Rukwied. Diversas organizações regionais de agricultores criticam o abandono do diesel barato, mas outras veem nisso uma chance de avanço nas difíceis negociações sobre o orçamento agrícola alemão.
No entanto, ainda não há debate sobre valores. Isso é necessário pois o resultado deverá ser incorporado ao pacote de cortes que a coalizão semáforo alemã terá que decidir neste primavera.
O ministro Özdemir declarou que apresentará as propostas dos estados e da DBV em 22 de março na comissão do futuro Borchert para a agricultura. Lá deve-se discutir, entre outros pontos, (novamente) preços mais altos de alimentos ou impostos mais elevados para cofinanciar a adaptação dos estábulos na pecuária alemã.
A anunciada redução da carga de trabalho e encargos na Alemanha coincide com decisões similares dentro da UE sobre flexibilização das regras na política agrícola europeia. Bruxelas quer assim atender aos protestos de agricultores em vários países da UE. Isso será discutido na terça-feira na Comissão de Agricultura do Parlamento Europeu e, uma semana depois, pelos 27 ministros de Agricultura.

