Ele também disse aos investigadores que mais ninguém sabia de seus planos para atacar o primeiro-ministro. O governo eslovaco declarou várias vezes que acredita que o atentado faz parte de uma conspiração maior, escreveu a agência de notícias Bloomberg.
Documentos judiciais também mostram que Cintula refere-se principalmente à decisão do governo eslovaco de suspender a ajuda militar à Ucrânia, que foi o motivo direto de seu ato.
Cintula chama a política do governo eslovaco liderado pelo primeiro-ministro Fico, apoiado por nacionalistas, de "traidora em relação à UE". Além disso, durante os interrogatórios, o homem de 71 anos afirmou que não tinha a intenção de matar Fico, mas apenas "prejudicar sua saúde", explicou ele.
A Eslováquia, membro da UE, tornou-se mais nacionalista e pró-Rússia desde que Fico está no poder há alguns meses. Desde o atentado, os outros membros do governo culparam a oposição e a mídia, alegando que são responsáveis pela radicalização do suspeito.
Em 20 de maio foi informado que o primeiro-ministro eslovaco está se recuperando lentamente. Ele não corre risco de vida, mas não está estável o suficiente para ser transferido para outro hospital.
“Ele está melhorando clinicamente, está se comunicando e suas inflamações estão diminuindo gradualmente”, diz um comunicado do hospital onde Fico está internado. O primeiro-ministro Fico, de 59 anos, passou por duas cirurgias.

