O atacadista de carnes dinamarquês Danish Crown ainda está negociando com as autoridades chinesas a possível retomada da exportação de carne suína dinamarquesa para China. Essa exportação foi suspensa por ordem da China após ocorrerem contágios de covid-19 entre funcionários da indústria frigorífica.
A China afirma que foram encontrados vestígios do coronavírus em embalagens e meios de transporte de alimentos importados. A indústria de processamento de carne do país pede que os exportadores reforcem os protocolos de higiene antes do envio dos produtos para a China.
Organizações internacionais e diversos países exportadores, por sua vez, afirmam que a China não apresentou qualquer prova ou teste laboratorial para essas alegações.
A China intensificou os testes de desinfecção e vírus em produtos congelados depois de encontrar o coronavírus em produtos e embalagens importados. As medidas aumentaram os custos, interromperam o comércio e irritaram grandes exportadores.
A entidade setorial semi-oficial sugeriu que exportadores em países afetados pela COVID-19 desinfetem a embalagem externa dos produtos e o interior dos contêineres. A proposta surgiu após alguns exportadores, entre eles a JBS no Brasil, começarem a adotar medidas como ampla desinfecção dos produtos e locais de armazenamento, disse Gao. Recentemente, o Brasil recebeu um alerta dos chineses para intensificar a desinfecção.
A JBS declarou que em julho implementou novos protocolos, incluindo a desinfecção de depósitos e do interior dos contêineres usados para envio antes e depois do carregamento.
“As autoridades dinamarquesas mantêm diálogo com a China sobre as possibilidades de exportação para lá”, afirmou Jens Hansen, porta-voz do exportador de carne suína Danish Crown. “Se for desejo da parte chinesa que as remessas sejam desinfetadas, encontraremos uma forma de viabilizar isso.”

