Espanha considera que as medidas de biossegurança na pecuária e agricultura devem ser reforçadas. Segundo o ministro espanhol da Agricultura, Luis Planas, a biossegurança nas fazendas precisa ser ampliada para evitar a propagação de doenças animais como a gripe aviária e a peste suína africana.
As autoridades europeias de saúde animal EFSA já impuseram restrições de exportação e transporte contra a disseminação da peste suína africana em Alemanha, Estônia, Grécia, Letônia, Lituânia, Hungria, Polônia, Eslováquia, Itália, Bulgária e Romênia.
“Espanha é o maior produtor europeu de suínos, uma posição que deve ser mantida, tanto nacionalmente quanto nos mercados internacionais”, enfatizou Planas em entrevista à agência espanhola de notícias EFE.
Segundo ele, a Peste Suína Africana representa uma “ameaça potencial” para a indústria suína espanhola. Os países mais próximos onde a PPA já ocorre são Alemanha e Itália, portanto há necessidade de “grande cuidado em biossegurança e controle”. Planas também pediu o máximo de cautela na importação e no transporte de animais e ração originários de países com PPA.
Além disso, o ministro Planas afirmou que outra doença animal, a gripe aviária, está praticamente presente de forma permanente na Península Ibérica, com um número de surtos muito maior do que antes. Até agora, a Espanha registrou este ano 32 casos de surtos do H5N1 em granjas avícolas. O último surto ocorreu em uma granja de perus em Huelva, onde cerca de 15.000 aves foram sacrificadas.
Planas destacou que a influenza aviária é uma doença diretamente relacionada às aves migratórias, portanto “as medidas de biossegurança e isolamento nas granjas de aves devem ser reforçadas para evitar a propagação”, por exemplo, por meio de vacinações em larga escala, disse Planas. Ele ressaltou que a nível europeu está em andamento o desenvolvimento de uma possível vacina contra a gripe aviária.

