Os membros do Parlamento Europeu concordaram (com 515 votos a favor, 62 contra e 20 abstenções) em adiar a votação sobre a aprovação ao Conselho de Ministros da UE até à próxima sessão plenária, aguardando uma decisão dos Estados-membros para fornecer à Ucrânia sistemas de defesa contra mísseis.
A aprovação anual das contas é uma parte crucial do papel do Parlamento em fiscalizar o orçamento. A não aprovação é considerada um aviso laranja; a rejeição, uma reprovação política.
O eurodeputado liberal belga Guy Verhofstadt apelou a tal decisão, referindo-se às declarações do Alto Representante da UE Josep Borrell. Esse “ministro dos Negócios Estrangeiros da UE” apelou na semana passada aos Estados-membros para fornecerem à Ucrânia sete sistemas antimísseis Patriot dos cem que os países da UE possuem.
“Nas últimas semanas, todos vocês viram os bombardeios russos em cidades ucranianas, hospitais e prédios residenciais. Ao mesmo tempo, o Conselho da UE não é capaz de tomar uma decisão e enviar um determinado número de sistemas antimísseis para a Ucrânia”, disse Guy Verhofstadt. Ele enfatizou que na Europa existem cem sistemas Patriot e que a Ucrânia deseja apenas sete deles.
A Alemanha informou que procurará sistemas Patriot para a Ucrânia em todo o mundo, juntamente com Países Baixos e Estados Unidos. Segundo o ministro ucraniano dos Negócios Estrangeiros, Dmytro Kuleba, a procura não ocorre apenas entre os países da OTAN, mas globalmente.
Os sistemas americanos de defesa aérea Patriot fora da OTAN estão em uso em Israel, Jordânia, Japão, Coreia do Sul, Kuwait, Catar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Taiwan.

