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FIOD holandesa remove cibercrime pró-Rússia da internet

Iede de VriesIede de Vries
O serviço fiscal de investigação holandês FIOD prendeu dois homens e desligou centenas de servidores numa investigação sobre ataques cibernéticos pró-Rússia e influência digital na Europa. Segundo a justiça, infraestrutura fornecida a partir da Holanda foi usada em ataques a sites europeus.
FIOD holandesa desliga servidores de cibercriminosos pró-Rússia em operação em grande escala.

As prisões ocorreram em Amsterdã e Haia. Os suspeitos são um empresário de 57 anos e um pianista de concerto de 39 anos que era proprietário de uma empresa de hospedagem em Almere. A FIOD os suspeita de violar as regras de sanções da UE por disponibilizar serviços digitais a redes usadas em operações cibernéticas russas.

Durante batidas em data centers em Dronten e próximos a Schiphol, centenas de servidores foram desligados. Clientes das empresas envolvidas notaram quase imediatamente que seus sistemas não estavam mais acessíveis. Nas redes sociais, surgiram mensagens de usuários relatando falhas inesperadas.

NoName057(16)

Na investigação, o grupo hacker NoName057(16) está no centro das atenções. Esse grupo pró-Rússia realizou ataques digitais DDoS em vários países da UE a sites de governos, partidos políticos e instituições públicas. 

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Por exemplo, a Dinamarca enfrentou múltiplas interrupções no ano passado. Sites de partidos políticos e do parlamento saíram do ar perto das eleições municipais. Também sistemas digitais dinamarqueses de pagamentos e justiça foram afetados.

Segundo investigadores, os hackers pró-Rússia usavam infraestrutura holandesa para tornar seu tráfego digital menos visível. Ao fazer o tráfego passar por servidores na Holanda, parecia que os ataques vinham de empresas europeias, e não da Rússia.

Sanções da UE

O papel importante na investigação é da empresa Stark Industries e dos irmãos moldavos Ivan e Iurie Neculiti. Segundo autoridades europeias, essa rede facilitou operações cibernéticas russas contra países europeus. A União Europeia anunciou há um ano sanções contra Stark Industries e os irmãos. Segundo a UE, isso visava proteger melhor a Europa contra ameaças híbridas russas e campanhas de desinformação.

Após essas sanções da UE, segundo pesquisa de dois jornalistas holandeses e dinamarqueses, as atividades teriam sido transferidas para outras empresas sob nomes diferentes. Endereços de internet e atividades de servidores também teriam sido realocados para contornar as sanções da UE.

As empresas envolvidas negam ter cooperado conscientemente com ataques cibernéticos russos. Um dos suspeitos declarou anteriormente que sua empresa operava legalmente e que não tinha nada a esconder. Também negaram saber que servidores eram usados para ataques ou para disseminar desinformação pró-Rússia.

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Este artigo foi escrito e publicado por Iede de Vries. A tradução foi gerada automaticamente a partir da versão original em neerlandês.

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