A França organiza neste domingo uma reunião em Calais com a Comissão Europeia e ministros da Holanda, Alemanha, Reino Unido e Bélgica para tratar do aumento do fluxo de migrantes pelo Canal da Mancha.
Na quarta-feira, 27 migrantes se afogaram após seu barco de borracha supostamente colidir com um grande navio cargueiro. Eles provavelmente partiram de Dunquerque, na França, em seu bote inflável para atravessar o Canal em direção ao Reino Unido. A viagem teve um desfecho fatal.
A guarda costeira francesa iniciou uma operação de resgate depois que um pescador informou ter visto corpos flutuando no Canal. Até o momento, duas pessoas foram resgatadas vivas da água, estando atualmente sob cuidados intensivos e sendo tratadas por hipotermia.
Entre as vítimas estão uma mulher grávida e três menores, cujas idades exatas ainda não foram divulgadas. São ao todo dezessete homens, sete mulheres e três menores. Segundo o Ministério do Interior francês, entre as vítimas havia iraquianos e somalis, entre outros.
Na quinta-feira, as autoridades francesas prenderam um quinto suspeito relacionado ao tráfico humano fracassado. O suspeito teria comprado botes infláveis na Alemanha. Os quatro primeiros suspeitos foram detidos na quarta-feira sob suspeita de tráfico humano, homicídio e participação em crime organizado.
Tanto o Reino Unido quanto a França se responsabilizam mutuamente. O primeiro-ministro britânico Boris Johnson reiterou a proposta de organizar patrulhas conjuntas e lamentou que tenha “dificuldade para convencer certos parceiros”, especialmente a França.
Na manhã de quinta, a França afirmou que os países vizinhos fazem muito pouco para evitar o tráfico de pessoas. Por exemplo, os britânicos deveriam endurecer as regras sobre trabalho ilegal para combater a imigração ilegal.
Verlinden descreve a situação como um “drama” e quer evitar sua repetição a todo custo no futuro. “Vamos analisar como fazer tudo o que for possível para que tais situações não se repitam. Devemos desmantelar os traficantes de pessoas ao máximo.”

