O número de registros oficiais de Peste Suína Africana em fazendas polonesas aumentou explosivamente em poucos dias, indo de 20 para 32 de uma só vez.
Enquanto no início de julho o número ainda era 7, no último mês foram registrados três aumentos graduais "grandes" (de 7 para 12, e de 12 para 16 e depois 20). As autoridades confirmaram agora doze novos surtos, elevando o total para 32.
Todos os novos surtos foram registrados nas zonas polonesas onde já existiam medidas restritivas e uma proibição de transporte. Além disso, os doze novos casos e agrupamentos constituem outras fazendas com risco aumentado e alta pressão viral.
O Oficial Veterinário Chefe não forneceu informações detalhadas sobre todas as propriedades afetadas. Três delas estão em um agrupamento na província de Lubelskie (no leste da Polônia), cinco em outro agrupamento também na província de Lubelskie. Foi registrado um surto na província oriental de Podkarpackie, um em uma fazenda no sul de Varsóvia e um na província de Lubuskie, no oeste da Polônia.
A maioria dos surtos ocorreu em pequenas fazendas, com alguns ou no máximo uma dezena de porcos ou leitões. Somente o “surto número 26” envolveu uma criação profissional e foi descoberto em uma fazenda com 1024 porcos (79 matrizes, 350 leitões, 290 porcos desmamados, 304 suínos para abate e 1 reprodutor), localizada em Zabura. A unidade situa-se em uma zona de risco no leste da Polônia onde anteriormente a PSA foi detectada tanto em javalis quanto em fazendas suinícolas.
A Peste Suína Africana já está presente em um terço do território polonês. O aumento no número de surtos no verão é um efeito sazonal de seis anos de desenvolvimento acelerado da PSA nos meses de verão. O vírus também tem sido cada vez mais detectado em javalis — o número de animais doentes e mortos detectados este ano já ultrapassou o do ano passado. No total, no ano passado foram detectados 48 surtos de PSA em fazendas e 2477 casos em javalis.
Este ano, até agora, são 32 surtos, mas 2915 casos em javalis. No verão o vírus geralmente avança mais. “Não sabemos as razões para essas influências sazonais, se é por fazendeiros ainda agirem com descuido e não limparem seus tratores e máquinas agrícolas antes de retornarem às propriedades, ou se ocorre contaminação por moscas ou contaminação da ração”, disse Aleksander Dargiewicz, presidente da Associação dos Criadores da PolPig.
Embora alguns países, como República Tcheca ou Bélgica, tenham conseguido tomar medidas resolutas em pouco tempo e conter ou eliminar completamente o vírus, na Polônia nenhuma das medidas corretivas aplicadas mostrou-se extraordinariamente eficaz, observou o suinocultor polonês.

