As relações comerciais entre os Estados Unidos e a China estão se tornando parte da campanha eleitoral nos Estados Unidos. Em novembro, o presidente Trump espera ser reeleito para seu segundo mandato, e provavelmente terá como oponente o senador democrata Joe Biden.
Biden disse em uma entrevista televisiva que Trump está lidando com a China da maneira errada, e que a guerra comercial unilateral dele contra a China prejudicou a agricultura e a produção alimentar americanas. Ele afirmou que não manteria as tarifas sobre produtos chineses introduzidas por Trump. Pouco após assumir o cargo, o presidente Trump anunciou que forçaria Pequim a cumprir acordos que seriam, sobretudo, bons para os Estados Unidos.
Antes do início dessa guerra comercial, a China era o maior cliente das exportações agrícolas americanas, comprando uma média anual de US$ 21 bilhões em produtos. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) estima que as exportações para a China neste ano fiscal não ultrapassarão US$ 13 bilhões.
O presidente Trump apresentou no ano passado um acordo comercial “fase um” elaborado por ele mesmo, pelo qual a China compraria US$ 36,6 bilhões em produtos americanos de alimentação, agricultura e pesca neste ano. Em junho, Pequim havia importado apenas US$ 8,7 bilhões em mercadorias.
A China está atrasada nas compras de bens manufaturados, energia e serviços, assim como das exportações de alimentos e produtos agrícolas. Ainda não houve discussão sobre um acordo “fase dois” porque as relações comerciais entre os países se tornaram muito controversas.
“Nossa produção alimentar está em recessão. A agricultura perdeu bilhões de dólares que os contribuintes tiveram que arcar”, disse Biden. “Estamos lidando com a China da forma errada.” Biden afirmou que a China só reformará sua política comercial se houver uma ampla coalizão internacional que exija de Pequim o cumprimento das regras do comércio mundial.
Biden acredita que os EUA devem fazer acordos comerciais em conjunto com a UE dentro da OMC. A campanha de Biden declarou que ele “pode enfrentar a China negociando com nossos aliados a partir da posição mais forte possível.”

