Em Washington, a maioria democrata na Câmara dos Deputados também aprovou a mega lei climática do presidente Joe Biden. Nela são liberados não apenas centenas de bilhões de dólares para políticas ambientais e climáticas na agricultura, mas também para modernização e combate à manutenção atrasada das áreas rurais dos EUA.
Anteriormente, um compromisso havia sido alcançado no Senado. Biden afirmou que assinaria a lei na próxima semana, após o que a Casa Branca realizará em 6 de setembro uma celebração em homenagem ao que chamou de “esta legislação histórica”.
Com essa lei fiscal, de saúde e clima, os democratas e o presidente Biden conquistaram uma grande vitória apenas três meses antes das eleições intercalares cruciais.
O parlamento aprovou o pacote de mais de US$ 430 bilhões por 220 votos a 207, com todos os democratas apoiando a proposta e todos os republicanos contra.
A medida encerra uma luta que durou mais de um ano dentro do partido democrata, na qual o pacote inicial do presidente Biden foi bastante “reduzido”.
O plano inclui um valor recorde de 369 bilhões de dólares para políticas climáticas e energéticas, visando reduzir as emissões de CO2 em cerca de 40% até 2030. Também há 64 bilhões para reduzir os custos do seguro saúde.
Muita atenção está voltada para os mega subsídios à produção de carros elétricos nos EUA. Não são os compradores que recebem desconto ou subsídio na compra, mas sim as montadoras na entrega. Esse incentivo, portanto, não se aplica a veículos elétricos estrangeiros importados.
Espera-se que as propostas de leis gerem, na próxima década, um aumento estimado de US$ 737 bilhões em cobranças fiscais para grandes empresas e americanos abastados. Biden institui um imposto mínimo de 15% para acabar com muitas “isenções” para grandes multinacionais. Os democratas afirmam que a proposta de lei também reduzirá o déficit governamental em mais de US$ 300 bilhões.

