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Moscou e Kiev dão novo passo rumo à melhoria das relações

Iede de VriesIede de Vries

O presidente russo Vladimir Putin demitiu seu ex-conselheiro para Ucrânia. Vladislav Surkov era o homem dentro do governo russo responsável pelo relacionamento com a Ucrânia.

A divulgação em Moscou segue o anúncio anterior do presidente ucraniano Zelensky de que Kiev retirou dois promotores da equipe internacional JIT que investigou o atentado ao voo MH17.

Na semana passada, o Kremlin já havia informado que Dimitri Kozak assumiria o papel de Surkov. Fontes indicam que Surkov teria reagido furiosamente a isso. Moscou e Kiev negociam há algum tempo sobre a situação na região oriental de Donbass e sobre a melhoria de suas relações.

Em 2014, Surkov negociou com os rebeldes pró-Rússia no leste da Ucrânia a entrega do sistema de mísseis BUK, que abateu o avião de passageiros malaio MH17. Esses rebeldes chamavam Surkov de "nosso homem no Kremlin".

No ano passado, quando o Grupo Conjunto de Investigação (JIT) revelou os nomes de quatro suspeitos do atentado, o Ministério Público holandês também apresentou um trecho interceptado de uma ligação telefônica. Nele, Surkov discute com o então líder rebelde Aleksandr Borodai sobre ajuda militar aos rebeldes. A Rússia sempre rejeitou a autoridade e os resultados das investigações do JIT, possivelmente porque Moscou não foi convidada pela Holanda a fazer parte do grupo à época.

O novo presidente ucraniano Zelensky, eleito no ano passado, reuniu a restauração das relações com a Rússia como pilar de sua política. Desde o colapso da União Soviética, ambos os países mantêm relações tensas e prejudicadas, em parte por causa do trânsito de gás russo pela Ucrânia em direção à Europa Ocidental. Além disso, Moscou ficou muito irritada com o crescente movimento na Ucrânia para aderir à União Europeia e à OTAN, campanha apoiada abertamente por políticos europeus.

O apoio militar russo aos rebeldes no leste da Ucrânia e a anexação da Crimeia marcaram o ponto mais baixo recente. Para melhorar as relações, o presidente Zelensky colaborou numa troca de prisioneiros com a Rússia, incluindo um dos suspeitos pelo ataque ao MH17.

O fato de Zelensky agora ter retirado suas autoridades da equipe do JIT é visto por muitos como uma nova aproximação da Ucrânia à Rússia. Críticos afirmam que Zelensky parece preferir manter boas relações com Moscou, em vez de seguir para laços estreitos com a Europa Ocidental.

Em três semanas, na Holanda, começará o julgamento de quatro suspeitos do abate do MH17: três russos e um ucraniano. Eles serão acusados pela Justiça holandesa de, entre outros crimes, homicídio. Na tragédia do voo de Amsterdã a Kuala Lumpur, todos os quase 300 ocupantes morreram, incluindo quase duzentos holandeses.

Este artigo foi escrito e publicado por Iede de Vries. A tradução foi gerada automaticamente a partir da versão original em neerlandês.

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