Cerca de três quartos dos alemães acreditam que deve haver um selo climático na embalagem dos alimentos. Tal selo deve esclarecer se e como a produção desse alimento contribui para as mudanças climáticas.
Quase dois terços (56%) dos alemães estão mesmo dispostos a ajustar seu padrão de consumo, dos quais metade (31%) já sabe com certeza que o fará.
Isso resulta de uma pesquisa de opinião encomendada pela empresa suíça de alimentos Nestlé, em colaboração com o Instituto Alemão Allenbach. A Nestlé SA é uma multinacional suíça de alimentos e bebidas. Desde 2014, é a maior empresa de alimentos do mundo em termos de faturamento.
Em março de 2021, 2.511 cidadãos com idades entre 14 e 84 anos foram entrevistados online. A Nestlé e o Instituto Allensbach para Demoscopia, em Frankfurt am Main, apresentaram na quarta-feira os resultados do estudo.
Tanto na Alemanha como na União Europeia, há algum tempo se discute a introdução (obrigatória) de algum tipo de selo climático, mas ainda não está claro como ou o quê exatamente. A recente pandemia de Covid-19 reforçou a necessidade de saber "de onde vem nosso alimento", afirmam os pesquisadores de opinião. Os consumidores querem mais clareza sobre os impactos climáticos da produção de alimentos.
As pessoas querem que os produtos sejam facilmente rotulados para que possam tomar uma decisão rapidamente, disse Renate Köcher, diretora do Instituto Allensbach para Demoscopia, ao apresentar a pesquisa.
Cerca de três quartos dos entrevistados querem pagar mais por produtos sustentáveis para o clima, 17% até consideravelmente mais. No caso da carne, metade aceita um aumento expressivo no preço por razões de proteção climática, enquanto 31% não aceitam.
No Parlamento alemão, atualmente está em discussão se a "indústria alimentícia ambientalmente amigável" deve ser subsidiada a partir do fundo tributário (geral) ou por meio de um novo "imposto sobre carne".

