Está prevista uma nova missão da UE, incluindo navios e aviões, para monitorar o embargo de armas das Nações Unidas contra a Líbia. Os ministros dos Negócios Estrangeiros chegaram a um acordo político unânime sobre o assunto, afirmou o chefe da diplomacia da UE, Josep Borrell, após reunião em Bruxelas.
Os detalhes dessa nova missão marítima serão elaborados nas próximas semanas, para que uma decisão formal possa ser tomada dentro de pouco mais de um mês. Borrell espera que a missão possa começar no final de março. Segundo ele, muitos Estados-membros estão se oferecendo para fornecer navios. "Agiremos caso armas sejam contrabandeadas por via marítima."
Os ministros prometeram no mês passado empenhar-se na vigilância do embargo de armas, que há muitos anos é sistematicamente violado por todas as partes em conflito. Apesar dos apelos ao cessar-fogo, os combates continuam intensamente na Líbia. Ainda não está claro como será combatido o tráfico de armas por terra.
Uma operação naval anterior da UE na região tinha como objetivo combater o tráfico de pessoas. Os ministros da UE já não apoiam esse plano, temendo um aumento no número de migrantes que tentariam atravessar o Mar Mediterrâneo por conta própria em embarcações.
Para dissipar estas preocupações, os navios da marinha na nova missão militar atuarão mais a leste da Líbia, afastados das rotas migratórias. Os ministros da UE querem evitar que a missão incentive migrantes a tentar a travessia em barcos pequenos. Os navios destacados se retirarão caso ocorra um forte aumento no número de migrantes pelo mar.
A Líbia encontra-se em caos desde a revolução de 2011 que depôs o ditador Moammar al-Kadhafi. O país rico em petróleo tem dois governos rivais: o Governo de Unidade Nacional (GNA) em Trípoli e outro sediado na cidade oriental de Tobruk, aliado ao general Khalifa Haftar.

