A exportação de produtos agrícolas russos para China cresceu 24% este ano em comparação com o ano passado, segundo o Centro de Agroexportação do Ministério da Agricultura. Em dez meses, mais de 3,7 milhões de toneladas de produtos alimentícios no valor de 3,2 bilhões de dólares foram enviadas para a China.
A China mantém assim o status de maior importadora de produtos agrícolas russos; representando 14% das exportações agrícolas domésticas. A China é principalmente consumidora de peixe russo, soja, óleo de girassol, canola e soja, aves e carne bovina, farinha de trigo, chocolate, mel e outros produtos.
O fornecimento de carne de aves para a China é fisicamente 3,5 vezes maior do que no ano passado e 2,8 vezes em valor, compara Agroexport. Durante 10 meses de 2020, 123 mil toneladas de carne de aves no valor de 226 milhões de dólares já foram enviadas ao mercado chinês – aproximadamente 65% de toda a exportação russa nessa categoria.
A exportação de carne bovina, que se tornou possível desde janeiro de 2020, foi de 5,9 mil toneladas, considerando subprodutos no valor de 31 milhões de dólares. Segundo a analista da Gazprom, Daria Snitko, a China foi o primeiro país afetado pela pandemia de coronavírus e também o primeiro a sair da crise que em todo lugar teve contração econômica.
“No final do ano, entre as maiores economias do mundo, apenas a China terá crescimento positivo do PIB. Em uma situação onde praticamente não há demanda nos mercados globais e os preços caíram, a China já começou a comprar várias matérias-primas. Eu vejo isso como a principal razão para o crescimento das exportações de alimentos da Rússia para a China”, diz a especialista.
Segundo Agroexport, a Rússia tem potencial para expandir ainda mais a exportação de peixe, gordura e óleo, carne e produtos lácteos para a China. Em especial, nos próximos anos, pode-se esperar um aumento da exportação dos principais tipos de óleos vegetais (girassol, soja, canola), farinha e farelo, além de soja e canola.
A principal tarefa para aumentar a exportação de carne para a China é abrir o mercado para a carne suína russa, algo que Moscou já tenta, sem sucesso, negociar com as autoridades em Pequim há cinco anos.

