A Turquia deve cessar suas operações militares na Síria, considera a União Europeia. O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, exorta Ancara a agir com moderação e a parar a ofensiva contra os grupos curdos no norte da Síria. A UE, de qualquer forma, não pagará pela "zona segura" que os turcos querem criar para, entre outras coisas, assentar refugiados sírios, disse ele no Parlamento Europeu.
Vários países da UE condenaram a operação turca. A UE afirmou anteriormente que uma operação militar turca causará vítimas civis e deslocará muitos moradores da região de suas casas. O conflito deve, segundo a Europa, ser resolvido politicamente, e não militarmente.
O ministro dos Negócios Estrangeiros holandês Stef Blok convocou o embaixador da Turquia na Holanda. O ministro chamou o embaixador para expressar sua desaprovação à invasão turca no nordeste da Síria.
Blok afirma que “ninguém se beneficia das possivelmente terríveis consequências humanitárias” da invasão turca. O ministro destaca que as ações militares podem desencadear novos fluxos de refugiados e favorecer o Estado Islâmico (EI).
Ele chama a invasão de “prejudicial à estabilidade da região”. Blok exige, por meio do embaixador, maior clareza sobre “as consequências da operação” e está refletindo sobre possíveis passos seguintes. Convocar um embaixador é considerado um meio forte nas relações diplomáticas.
No Parlamento holandês houve reação preocupada à invasão turca na Síria. Partidos da coalizão e da oposição defendem medidas contra a Turquia. O partido governista CDA considera a invasão inadmissível, mas não inesperada. “A anunciada saída dos Estados Unidos abre espaço para a ambição expansionista da Turquia”, comentou o deputado do CDA Martijn van Helvert.
O parceiro de coalizão D66 também vê assim. “Não é inesperado, mas muito preocupante. Agora cabe à UE usar todos os meios diplomáticos e sanções para fazer a Turquia mudar de ideia”, declarou o membro do D66 Sjoerd Sjoerdsma. O parceiro do governo ChristenUnie também acredita que isso não pode ficar sem consequências.
O VVD não exclui sanções. O partido deseja respostas rápidas da UE, da OTAN e das Nações Unidas. O partido de oposição SP fala de um ataque completamente ilegal, irresponsável e inaceitável às comunidades sírias. “Isso ocorre quando Trump faz acordos sujos com o presidente Erdogan”, disse a deputada Sadet Karabulut.
O GroenLinks chama a invasão de desastre para a população civil curda na região. Qualquer forma de cooperação militar com a Turquia deve ser imediatamente suspensa, defende o líder Jesse Klaver. “A UE deve mostrar liderança agora e chamar a Turquia à ordem.”

