Turquia e Rússia vão estabelecer uma “zona livre de terrorismo” no norte da Síria. Ambos os países concordaram com isso. Os exércitos russo e turco avançam hoje para dentro da zona de segurança turca. A Turquia também estende o cessar-fogo por mais uma semana.
O presidente turco Recep Erdogan disse que militares russos e turcos farão patrulhas em conjunto numa faixa de dez quilômetros de largura. Esta área é mais estreita do que os 32 quilômetros que a Turquia havia anunciado antes. Trata-se da região onde a Turquia iniciou, há duas semanas, uma ofensiva para expulsar os curdos. A Turquia havia concordado anteriormente com os Estados Unidos em uma pausa para que os curdos pudessem se retirar.
O presidente russo Putin disse ter conversado com Erdogan sobre a Síria. Ele incentiva Síria e Turquia a negociarem e destacou que há necessidade de estabilidade na Síria. Tropas estrangeiras presentes sem a permissão de Damasco devem deixar o país.
Segundo o ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, após a desmobilização das milícias curdas no nordeste da Síria, patrulhas russo-turcas serão implantadas. Estas devem acompanhar a retirada dos combatentes curdos. O exército russo e turco entrará hoje na zona de segurança turca no norte do país, afirmou Lavrov. Assim, os russos poderão se posicionar diante dos curdos que antes eram apoiados pelos Estados Unidos.
O comandante das Forças Democráticas Sírias (SDF), Mazlum Abdi, disse ao vice-presidente dos EUA, Mike Pence, que todas as tropas curdas se retiraram da zona de fronteira da Síria com a Turquia, pouco antes do prazo final do cessar-fogo.
Em resposta, os turcos afirmaram que “não é necessário” retomar a ofensiva contra as tropas curdas no norte da Síria, uma vez que elas se retiraram das áreas fronteiriças. “Neste estágio não é necessário realizar uma nova operação”, declarou o ministério turco da Defesa na noite de terça-feira, acrescentando que a retirada curda foi confirmada pelos EUA.

