Na Líbia, tropas do comandante Khalifa Haftar realizaram um ataque a um navio turco no porto de Trípoli. O navio transportava armas para o exército governamental. O governo em Trípoli, então, suspendeu sua participação nas negociações de um cessar-fogo.
Mais tarde, foi informado que um depósito de armas no terminal portuário foi atingido. Segundo o governo em Trípoli, três civis morreram durante o ataque. O enviado das Nações Unidas para a Líbia, Ghassan Salame, confirmou que o porto foi atacado, sem fornecer detalhes adicionais.
A Turquia enviou tropas e armas para apoiar o Governo de Acordo Nacional (GNA) sediado em Trípoli, que combate as Forças Armadas Nacionais (LNA) lideradas pelo general Khalifa Haftar. Ancara também foi acusada de enviar mercenários sírios ao país, inclusive ex-prisioneiros do ISIS libertados.
A presença do navio turco de munições ocorre apesar das tentativas da União Europeia de impor um embargo de armas à Líbia. A UE pretende fiscalizar o cumprimento da proibição na entrega de armamentos. O governo de “unidade nacional” apoiado pela ONU afirma ter suspendido as negociações com o general Khalifa Haftar após o ataque ao porto.
Haftar se reuniu na quarta-feira em Moscou com o ministro russo da Defesa, Serguei Shoigu, para discutir os últimos acontecimentos em Trípoli, depois de se encontrar na terça-feira com o principal diplomata americano para a Líbia na sede de Haftar.
A União Europeia declarou-se disposta a monitorar o cessar-fogo e o embargo de armas entre as partes rivais. A oferta da UE provavelmente não será aceita por Haftar, que afirmou que seu objetivo é "conquistar toda a Líbia", inclusive a capital. Em Ancara, o presidente turco Recep Tayyip Erdogan enfatizou que a “UE não tem autoridade para tomar decisões relacionadas à Líbia” e declarou que a Turquia continuará a apoiar o governo baseado em Trípoli do primeiro-ministro Fayez el-Sarraj.

