A reforma moderniza a legislação europeia existente e esclarece qual país é responsável pela segurança social quando trabalhadores fronteiriços atuam em vários países. As organizações nacionais serão obrigadas a trocar informações mais rapidamente para detectar melhor erros, abusos e fraudes em benefícios. Também deve ser fortalecida a abordagem contra estruturas conhecidas como empresas caixa postal.
Trabalhadores fronteiriços
Uma das mudanças mais importantes diz respeito à posição dos trabalhadores fronteiriços. Até agora, o benefício de desemprego em caso de perda total do emprego geralmente era pago pelo país onde o trabalhador morava. De agora em diante, essa responsabilidade mudará em muitos casos para o país onde o trabalhador efetivamente trabalhou. Quem trabalhou ou esteve segurado no país de trabalho por pelo menos 22 semanas consecutivas recebe o benefício daquele país. Isso traz mais clareza sobre a divisão de responsabilidades entre os Estados-membros.
Sem adiamento
Luxemburgo conseguiu durante as negociações impor um período de transição excepcionalmente longo. Assim, o governo luxemburguês terá mais tempo para adaptar procedimentos administrativos, sistemas de TI e a troca de dados com os países vizinhos.
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Os sindicatos acolhem a reforma como um avanço. Eles ressaltam que o desemprego não é apenas uma questão financeira. Aconselhamento para novo emprego, acesso à formação, segurança social, apoio à família e proteção legal também merecem atenção clara. Por isso, o período de transição não deve ser usado para adiar preparativos necessários.
Comunicação prévia
Para trabalhadores destacados, as condições foram reforçadas. A partir de agora, os trabalhadores devem estar afiliados à segurança social de seu país de origem por pelo menos três meses antes de poderem trabalhar temporariamente em outro país da UE. Além disso, será implantado um sistema obrigatório de comunicação prévia, com exceções limitadas para tarefas muito curtas.

