Do norte da Alemanha, os primeiros bovinos foram enviados em um transporte de grande distância para Marrocos. Na quarta-feira, o tribunal administrativo de Lüneburg rejeitou um recurso do estado da Baixa Saxônia, após o início do transporte de mais de 500 cabeças de gado já ter ocorrido na terça-feira.
O ministro do estado já havia tentado impedir o transporte em procedimentos anteriores com base em motivos de bem-estar animal. Segundo o tribunal, o estado não conseguiu comprovar nenhuma violação do bem-estar animal.
Os juízes afirmaram que o argumento (provável sofrimento animal em Marrocos) não podia ser comprovado de antemão. Além disso, uma empresa de transporte alemã não pode ser responsabilizada por isso, disseram eles.
A Baixa Saxônia baseou-se em uma recente decisão do Conselho Federal Alemão (Primeira Câmara). Esta determinou que os estados não têm competência para decidir sobre tais transportes de animais de longa distância e que essas autorizações de transporte devem ser tratadas a nível federal.
Os estados da Baixa Saxônia e Brandemburgo ainda são os líderes dentro da Alemanha no que diz respeito à exportação de animais vivos para países fora da Europa. Anualmente, cerca de 22.000 bezerros são exportados da Baixa Saxônia e aproximadamente 40.000 do Brandemburgo.
Outros estados já proíbem tais exportações em alguns casos ou impõem exigências especiais. Nos últimos anos, alguns transportes de animais para países como Uzbequistão, Marrocos ou Cazaquistão já foram proibidos. Temem que os períodos de descanso para os animais durante as longas viagens não sejam respeitados ou que haja falta de alimento e água nos pontos de parada.
A questão das leis regionais ou federais para agricultura e bem-estar animal é um grande obstáculo para a ministra da Agricultura, Julia Klöckner (CDU). Ela não apenas quer manter a ampla regionalização, como também deseja transferir muitas novas medidas agrícolas europeias para os estados.
Além disso, Klöckner quer que as novas regras de bem-estar animal não sejam obrigatórias para agricultores e pecuaristas, mas sim baseadas em um regime voluntário. Nos meios de comunicação alemães, muitos especialistas temem que, nesse caso, pouco será alcançado.

