Em uma entrevista para a agência de notícias econômicas Bloomberg News, Kaag disse que a Holanda, o segundo maior exportador agrícola do mundo, precisará se deslocar para empregos de alta tecnologia nos próximos dez anos. Segundo ela, também é necessário mais espaço para construção de moradias.
Em 2023, a Holanda registrou uma exportação agrícola de mais de cem bilhões de euros, segundo estimativa da Universidade de Wageningen. Animais e fertilizantes são importantes fontes de emissões de nitrogênio, e a Holanda já ultrapassa os limites da União Europeia, conforme mencionado.
"Estamos batendo em um muro em relação às possibilidades atuais por causa do nitrogênio, emissões de CO2 e espaço", disse Kaag à Bloomberg News. Economistas preveem que o crescimento da produção desacelerará para 4,4% neste ano e para menos de meio por cento no próximo, enquanto no ano passado, após a pandemia da covid-19, a Holanda apresentou uma recuperação econômica de cinco por cento.
O governo holandês quer promover uma transição na agricultura para alcançar a meta de reduzir pela metade as emissões em 2030 e planeja comprar milhares de fazendas. Isso poderia levar a uma redução do rebanho em um terço em oito anos.
"Estamos claramente tentando manter um clima de investimentos atraente para uma ampla variedade de empresas", afirmou ela. "Mas precisamos tomar decisões muito difíceis e devemos fazer isso de uma forma que a maioria das pessoas não só entenda, mas também apoie, porque sabem que não podemos acumular dívida climática."

