O Parlamento Europeu nomeou a parlamentar europeia holandesa Agnes Jongerius (PvdA) como relatora e co-negociadora para um salário mínimo europeu.
Ela conduzirá nas próximas semanas as negociações com a Comissão Europeia e com os 27 ministros de Assuntos Sociais sobre uma diretiva europeia para salários mínimos. “Podemos fazer uma grande diferença para salários mais altos na Holanda e no resto da Europa com esta diretiva europeia”, disse Jongerius em resposta à aceitação de sua proposta.
“Repositores, trabalhadores da assistência pós-parto, operadores de empilhadeira: todas essas são pessoas que trabalham por um salário mínimo. Durante a crise da covid-19, eles se mostraram ainda mais indispensáveis. Já passou da hora de que eles recebam um salário justo por isso. Trabalhar duro e ainda assim viver na pobreza é inaceitável na Holanda e em toda a Europa”, afirmou Jongerius.
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Ela quer estabelecer um piso que na Holanda corresponda a 14 euros por hora. Também defende que mais pessoas estejam cobertas por um acordo coletivo de trabalho e quer combater descontos e exceções ao salário mínimo.
A nova diretiva deve garantir que o salário mínimo legal esteja sempre acima da linha da pobreza, enfatiza ela. “A UE é uma das regiões mais ricas do mundo. No entanto, 95 milhões de europeus enfrentam risco de pobreza. Não podemos permitir que interesses econômicos prevaleçam sobre a proteção social”, afirmou a co-relatora alemã Ӧzlem Demirel.
Segundo a definição do Eurostat, as pessoas estão em risco de pobreza se sua renda disponível for inferior a 60% da renda média nacional por mais de seis meses. Dados do Eurostat mostram que 9,4% dos trabalhadores europeus estavam em risco de pobreza em 2018.
Os baixos salários em muitos países da UE não aumentaram no mesmo ritmo que outros salários, o que só aumenta as diferenças de renda.

