O Parlamento Europeu declarou o estado de emergência climática. Além disso, instruiu a delegação da UE a exigir uma maior ambição climática na cimeira do clima em Madrid (COP25). Para esta cimeira em dezembro, o eurodeputado neerlandês Bas Eickhout (GroenLinks) é o líder da delegação do Parlamento Europeu.
O Parlamento Europeu deseja uma posição europeia mais ambiciosa em Madrid do que a defendida pelos ministros do ambiente europeus e pela Comissão Europeia, explica Eickhout. Isso fica mais claro quando se trata de aumentar a meta europeia de CO2. Enquanto as outras duas instituições europeias evitam a questão, o Parlamento Europeu é cristalino: o objetivo deve passar de uma redução de 40% para pelo menos 55% menos emissões. “Podem contar que defenderei essa posição em Madrid”, afirmou Eickhout. A UE deve ser neutra em carbono até 2050 no máximo e comprometer-se com isso durante a conferência da ONU em Madrid, em dezembro, segundo o Parlamento.
A resolução sobre a situação de emergência climática e ambiental foi aprovada com 429 votos a favor, 225 contra e 19 abstenções. O Parlamento Europeu aprovou a resolução sobre a conferência climática da ONU de 2019 em Madrid, Espanha (COP25) com 430 votos a favor, 190 contra e 34 abstenções.
Alguns países, governos locais e cientistas declararam que nosso planeta enfrenta uma emergência climática. A Comissão Europeia já propôs zerar as emissões líquidas de gases de efeito estufa até 2050, mas o Conselho Europeu ainda não aprovou essa proposta: Polônia, Hungria e República Tcheca são contrárias.
Os membros do PE também querem que a Comissão Europeia garanta que todas as leis e propostas orçamentárias relevantes estejam plenamente alinhadas com o objetivo de limitar o aquecimento global a no máximo 1,5 °C.
Os eurodeputados também enfatizam que as ambições atuais para aviação e navegação são insuficientes para alcançar a meta de longo prazo de neutralidade climática. Todos os países deveriam contabilizar as emissões do transporte marítimo e da aviação internacional em seus cálculos de poluição do ar, afirmam os membros do PE. Eles também pedem à Comissão que faça uma proposta para incluir o setor marítimo no sistema de comércio de emissões (ETS) da UE.
O Parlamento defende que os países da UE devem pelo menos dobrar suas contribuições para o Fundo Verde do Clima internacional. Os Estados-membros da UE são os maiores financiadores públicos de políticas climáticas, e o orçamento da UE deve cumprir as obrigações internacionais. Portanto, se em Madrid for decidido ampliar as políticas climáticas, também deverá haver mais recursos financeiros disponíveis da UE.
“O Parlamento Europeu adotou uma posição ambiciosa em preparação para a próxima COP 25 em Madrid. Diante da crise climática e ambiental, é essencial reduzir nossas emissões de CO2 em 55% até 2030. Esta também é uma mensagem clara e atual para a Comissão Europeia, que publicará o Acordo Verde em algumas semanas”, disse Pascal Canfin (ReNew, FR), presidente da comissão do PE para a Gestão Ambiental.

