A posse de uma nova Comissão Europeia sob a liderança da presidente Ursula von der Leyen será adiada em pelo menos um mês, até 1º de dezembro. A atual comissão de Jean-Claude Juncker permanecerá no cargo por mais algum tempo, pois França, Hungria e Romênia ainda precisam indicar novos candidatos. O Parlamento Europeu considerou os candidatos anteriormente indicados por esses três países da UE inadequados.
Esse tipo de adiamento "técnico" de um mês também pode conceder alguma margem de manobra nas negociações sobre a saída britânica da UE. O primeiro-ministro britânico Johnson não quer pedir um novo adiamento, e muitos países da UE não querem conceder um novo adiamento.
Como os três novos candidatos ainda precisam passar por diversos procedimentos, não é possível concluir tudo antes de 1º de novembro. O Parlamento Europeu deveria votar na próxima semana sobre a aprovação da nova diretoria executiva da UE, com 27 membros. A votação planejada foi agora retirada da agenda da próxima semana.
O Parlamento deseja agora que a nova comissão comece em 1º de dezembro e, por isso, insiste para que três novos candidatos a comissários sejam indicados rapidamente. Mas, até o momento, o presidente francês Emmanuel Macron se recusa a indicar um novo candidato; ele ficou profundamente ofendido anteriormente com a rejeição do seu primeiro candidato.
Macron exige agora da presidente Von der Leyen uma aprovação prévia para o seu próximo candidato. Além disso, Macron demanda garantias de que a Comissão Europeia e o Parlamento Europeu não farão alterações no conjunto de atribuições da suposta nova comissária francesa. Macron quer manter a combinação das pastas de Indústria e Defesa estritamente sob controle francês.
Ursula von der Leyen também participa da cúpula da UE em Bruxelas, mas não se espera que ela faça declarações vinculativas sobre as ações do Parlamento Europeu. No entanto, os demais líderes dos governos da UE pressionarão Macron para que apresente um novo candidato à Comissão Europeia.

