É necessária mais transparência sobre as práticas de escuta Pegasus em Chipre e Grécia, disse a comissão de investigação do Parlamento Europeu na sexta-feira, após uma visita aos dois países.
A chamada comissão Pega saiu “com mais perguntas” do que tinham antes de os membros do PE visitarem Chipre e Grécia esta semana, informa o Cyprus Mail. Mas disseram que não encontraram “sinais claros de corrupção”. Os membros da comissão de investigação que examina o uso do Pegasus e outros softwares espiões visitaram Chipre e Grécia de 1 a 4 de novembro.
“Embora não tenhamos encontrado sinais claros de corrupção ou do tipo de práticas autoritárias que vemos na Polônia ou Hungria, são necessários mais esforços para garantir transparência”, declarou o presidente da comissão, Jeroen Lenaers (CDA), na sexta-feira.
O eurodeputado holandês observou que “todas as alegações de abuso das práticas de monitoramento devem ser investigadas a fundo.”
A relatora do PE, Sophie in’t Veld (D66), por sua vez, referiu-se a “relatos preocupantes” de jornalistas locais. Após nossa estadia de quatro dias em Chipre e Grécia, partimos talvez com mais perguntas do que tínhamos quando chegamos, disse ela em coletiva de imprensa.
“Ouvimos relatos preocupantes de que a segurança nacional está sendo usada como pretexto para abusar do software de escuta”, afirmou. Segundo ela, a UE precisa de regras claras para limitar o uso dos serviços de segurança nacional para vigilância, garantir supervisão judicial adequada e um ambiente de mídia saudável e pluralista, acrescentou.

