O Parlamento Europeu alertou esta semana sobre o aumento de ataques híbridos e considera a Rússia, direta ou por meio de intermediários como a Bielorrússia, a ameaça híbrida mais grave. Também a China, o Irã e a Coreia do Norte são mencionados como países que realizam campanhas que minam as democracias europeias e os interesses de segurança.
Segundo o Parlamento, a UE deve agir com mais antecedência e detectar ameaças de forma mais eficaz. Os países da UE deveriam trocar mais informações de inteligência e monitorar em conjunto suas vulnerabilidades estratégicas. O Parlamento também quer mais cooperação entre a UE e a OTAN para fortalecer a prontidão, resiliência e dissuasão europeias.
Congelamento de ativos
Ao mesmo tempo, os ativos estatais russos confiscados voltam a estar em destaque na agenda europeia. Vários países e eurodeputados querem investigar como esses fundos podem ser utilizados para a Ucrânia. Mundialmente, cerca de 260 bilhões de euros em ativos estatais russos estão congelados, dos quais cerca de 210 bilhões na UE.
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Convocatória
O debate ganhou novo impulso após 122 eurodeputados pedirem à Comissão Europeia e aos países da UE que reexaminassem as possibilidades. Holanda, Polônia, Suécia e Espanha já haviam solicitado uma solução anteriormente. Uma tentativa anterior de utilizar quase 200 bilhões de euros das reservas russas ficou parada no final do ano passado.
O uso desses fundos continua juridicamente complexo. A Bélgica manifestou-se contrária anteriormente por temer ações judiciais russas e exigiu garantias dos demais países da UE. Também há questões legais relacionadas à imunidade estatal. Além disso, estão em elaboração propostas para usar os ativos russos como compensação à Ucrânia.
Ucrânia
Enquanto isso, a Europa tenta ampliar seu apoio militar à Ucrânia. O financiamento europeu pode ser usado para defesa aérea e anti-míssil, incluindo equipamento Patriot. Ademais, por meio da Aliança UE-Ucrânia de Drones, trabalha-se em uma cooperação mais estreita entre empresas europeias e ucranianas no desenvolvimento e produção de drones.
Cem bilhões
A própria indústria de defesa europeia também precisa aumentar sua capacidade de produção. O Parlamento Europeu aprovou regras que aceleram licenças para projetos de defesa, licitações e transferências de material bélico entre países da UE. Isso deve facilitar investimentos e ampliar mais rapidamente a capacidade produtiva.
As novas regras devem apoiar investimentos de até 800 bilhões de euros em defesa nos próximos quatro anos. O Fundo Europeu de Defesa será ajustado para facilitar cooperação e financiamento. Custos de certos testes na Ucrânia poderão ser elegíveis para financiamento europeu, fortalecendo também a colaboração com empresas de defesa ucranianas.

