O Parlamento Europeu decidiu esta semana estender temporariamente as regras que permitem a provedores e plataformas online detectar correspondência online sobre abuso sexual infantil.
Essa autorização provisória deve dar tempo para negociar uma lei europeia definitiva. Sem a prorrogação, as empresas de tecnologia não poderiam mais monitorar a comunicação de seus clientes para esse tipo de material.
Privacidade
Segundo o Parlamento, a medida serve como um paliativo até que a União Europeia estabeleça um quadro jurídico permanente. As negociações estão em andamento há bastante tempo. Um grande obstáculo é o desejo de vários países da UE de poderem abrir mensagens criptografadas, mas a maioria do Parlamento Europeu considera isso uma violação muito grande da privacidade.
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Os eurodeputados ressaltam que as medidas devem permanecer direcionadas e proporcionais. O objetivo deles é combater abusos sem que toda comunicação digital dos cidadãos seja sistematicamente monitorada.
Por isso, a varredura voluntária, segundo o Parlamento, não pode ser aplicada à comunicação com criptografia de ponta a ponta. Além disso, certos tipos de dados não podem ser analisados.
Apenas específico
A tecnologia de detecção deve ainda ser limitada a material já identificado anteriormente como abuso ou que as autoridades policiais tenham considerado possivelmente suspeito ou criminoso.
Além disso, as medidas devem ser focadas em usuários para os quais exista uma suspeita razoável de envolvimento na produção de pornografia infantil. No Parlamento Europeu, ao mesmo tempo, há divisão sobre a abordagem. Alguns eurodeputados apoiam a prorrogação temporária, enquanto outros preferem uma lei definitiva o quanto antes que permita medidas de investigação direcionadas.

