O presidente Jean-Claude Juncker, da Comissão Europeia, expressou, de certa forma, seu arrependimento por toda a agitação em torno do Brexit. Em um discurso ao Parlamento Europeu, Juncker disse, possivelmente em sua última fala, que o processo do Brexit foi “tempo e energia desperdiçados”.
Juncker, em Estrasburgo, fez um relato da recente cúpula dos chefes de governo da UE. Nessa reunião, não houve acordo sobre um novo orçamento plurianual, não houve decisão sobre a admissão de novos países à UE, e também não foi possível apresentar uma nova Comissão Europeia.
Juncker normalmente deixaria o cargo de presidente da Comissão no final deste mês. Mas, como o Parlamento Europeu vetou a indicação de três candidatos a comissários, a nova Comissão de Ursula von der Leyen ainda não pode iniciar suas funções. Por isso, Juncker terá que permanecer no posto por mais tempo.
Como a próxima sessão plenária está agendada apenas para o final de novembro, ele fez na terça-feira, em Estrasburgo, possivelmente sua última aparição no Parlamento. Por isso, a maioria dos líderes de bancada refletiu sobre os resultados dos ‘cinco anos de Juncker’.
Sobre o Brexit, Juncker afirmou que a UE continuará fazendo todos os esforços para possibilitar uma saída ordenada dos britânicos. Na segunda-feira, o Parlamento Europeu decidiu ratificar o acordo somente depois de sua aprovação pelo parlamento britânico. “Primeiro Londres, depois Bruxelas e Estrasburgo”, disse Juncker, sob aplausos dos eurodeputados.
O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, que assim como Juncker está no fim de seu mandato, confirmou que a situação na Câmara dos Comuns se tornou “razoavelmente complexa”. Tusk reiterou o que disse a Boris Johnson no último fim de semana: “Um Brexit sem acordo nunca será nossa escolha”.

