A Comissão de Agricultura do Parlamento Europeu discute na terça-feira a situação alimentar internacional decorrente da guerra russa na Ucrânia. Alguns parlamentares ucranianos também participam dessa discussão por videoconferência.
A Ucrânia também é debatida em outras três comissões do PE, após o que, na quarta-feira – durante a sessão plenária – poderão ser tomadas decisões.
Na manhã de terça-feira, Máximo Torero, economista chefe da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), fará uma apresentação sobre o impacto atual da guerra na Ucrânia nos mercados alimentares globais.
O Parlamento Europeu também analisa as consequências econômicas para os países da UE. As perspectivas econômicas foram drasticamente revistas para baixo após a invasão russa, enquanto muitos países acreditavam que se recuperariam após dois anos de pandemia.
A Comissão Europeia prevê agora um crescimento de 2,7% para este ano, uma queda de 4% em relação a menos de três meses atrás. A interrupção total das importações de gás russo reduziria ainda mais o crescimento em 2,5%, para praticamente zero.
Os países da UE ainda não chegaram a um consenso sobre um sexto pacote de sanções contra a Rússia. Um pequeno grupo de países, liderado pela Hungria, resiste a um embargo total ao petróleo.
A Comissão Europeia propôs no início de maio um bloqueio completo ao petróleo e gás para aumentar a pressão econômica sobre a Rússia, também a pedido urgente do Parlamento Europeu.
Países como Hungria, República Tcheca e Eslováquia receberam mais tempo para reduzir sua grande dependência do petróleo russo. Estes países não possuem portos marítimos e não podem facilmente em curto prazo passar para gás natural liquefeito (GNL).
Na Comissão de Petições, discute-se a situação dos refugiados na Ucrânia com Carlo Olmo, da Advocacia sem Fronteiras. Os parlamentares europeus analisam uma petição ucraniana que pede o estabelecimento de corredores humanitários e a concessão de cartões de identidade válidos em toda a UE para refugiados.

