A decisão do Parlamento Europeu foi aprovada com uma maioria esmagadora: 518 membros votaram a favor, 56 contra, e 61 se abstiveram. O empréstimo destina-se a fortalecer a infraestrutura energética e a defesa do país.
A decisão também se insere em uma discussão mais ampla na UE sobre a responsabilidade pela reconstrução da Ucrânia e a possibilidade de repassar parte dos encargos financeiros ao causador dos danos: a Rússia. Neste caso, trata-se de ativos do Banco Central Russo. Esses fundos serão destinados à Ucrânia, permitindo o reembolso do empréstimo da UE e de outros parceiros do G7.
Aproximadamente 210 bilhões de euros em ativos do Banco Central Russo estão retidos na UE. Esse montante permanece congelado sob as sanções impostas após a invasão russa da Ucrânia em fevereiro de 2022.
Os países da UE decidiram reservar os lucros desses ativos (ou seja, os juros dos saldos em contas bancárias). Estes serão usados para ajuda e reconstrução da Ucrânia. Porém, o país precisa cumprir certos requisitos estabelecidos pela UE, como o fortalecimento da democracia e a manutenção do Estado de direito democrático. A Ucrânia também deve respeitar os direitos humanos. Essas condições ainda serão formalizadas em um acordo.
A Ucrânia continua resistindo corajosamente à agressão russa, disse a relatora e eurodeputada Karin Karlsbro. Ela elogia o país por seus ‘cidadãos valentes que não só lutam por sua própria existência e liberdade, mas também defendem a democracia, os direitos humanos, a liberdade e o direito internacional para todos nós’. O país em crise precisa urgentemente de apoio financeiro, afirmou a sueca.
‘A Rússia deve pagar por atacar os ucranianos e destruir brutalmente a infraestrutura, cidades, vilas e casas do país.’ Karlsbro acrescentou: ‘O fardo da reconstrução da Ucrânia será assumido por aqueles que são responsáveis pela destruição dela, ou seja, a Rússia.’

