As audições no Parlamento Europeu para três candidatos à nova Comissão Europeia poderão seguir conforme planejado hoje. A comissão jurídica do parlamento decidiu na terça-feira que não há conflito de interesses entre os três, permitindo que sejam ouvidos oralmente agora.
Antes que o Parlamento Europeu vote no final deste mês sobre a nova Comissão Europeia liderada por Ursula von der Leyen, as comissões parlamentares avaliam primeiramente a adequação dos candidatos a comissários.
O francês Thierry Breton, a romena Adina Vălean e o húngaro Oliver Várhelyi serão entrevistados individualmente por três horas cada na quinta-feira, para avaliar se são aptos para as funções que sua futura chefe Ursula von der Leyen lhes designou. Ela tem em mente para eles, respectivamente, as pastas de Mercado Interno, Transportes e Expansão.
Breton, até recentemente executivo-chefe da empresa de TI Atos, vendeu um significativo pacote de ações antes de assumir o novo cargo. A comissão jurídica deu-lhe luz verde por margem estreita de apenas um voto.
O parlamento rejeitou candidatos anteriores desses três países da UE, o que atrasou o início da nova comissão. Von der Leyen pretende começar em 1º de dezembro. Os nomes dos 27 membros da equipe já são conhecidos. Ainda aguarda-se a nomeação de um comissário britânico.
Em alguns grupos políticos, há certo descontentamento com a postura rigorosa anterior da Comissão Jurídica. Críticos apontam que essa comissão tem um caráter político e foi criada para julgar aspectos jurídicos das ações da UE. Deveria, na verdade, faltar a ela o estatuto moral para julgar questões moral-éticas e comportamentais dos funcionários da UE.
Não se espera que as comissões do PE descubram na entrevista de três horas com os prováveis comissários na quinta-feira fatos que os desqualifiquem.

