Os países da UE devem repatriar crianças com sua nacionalidade dos campos no Nordeste da Síria. Na quarta-feira, uma grande maioria do Parlamento Europeu (495 contra 58) apelou aos 28 Estados-membros para esse fim.
A União Europeia deveria desempenhar um papel coordenador numa ação em massa desse tipo. O apelo faz parte de uma resolução não vinculativa por ocasião do 30º aniversário da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança.
A eurodeputada belga Saskia Bricmont (Verdes Europeus) criticou a falta de ação dos países da UE. Segundo ela, algumas centenas de "crianças jihadistas" europeias, a maioria com menos de 5 anos, vivem em condições deploráveis em campos de detenção no nordeste da Síria. Em alguns casos, até organizações de ajuda que desejam repatriar as crianças são impedidas por seus governos.
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Aproximadamente 1400 crianças do Estado Islâmico que têm pelo menos um dos pais cidadão da UE estão atualmente na Síria e Iraque, informou recentemente o comissário da UE para Segurança, Julian King. Ele saudou a decisão de alguns Estados-membros de repatriar crianças e destacou que a Comissão Europeia pode oferecer apoio.
O governo holandês, devido aos riscos, até agora não deseja repatriar crianças de combatentes do EI, mas há divisões internas sobre essa questão. Um tribunal não obrigou a Holanda a fazê-lo, mas na coalizão governamental em Haia há crescentes vozes sugerindo que algo terá que ser feito...
De acordo com o serviço de inteligência holandês, 90 crianças com origem holandesa estão em campos no Curdistão sírio. Em alguns casos, o governo em Haia retirou a nacionalidade holandesa de adultos que também possuem outra nacionalidade.
A Holanda também não deseja repatriar os combatentes do EI para que possam ser julgados no país por possíveis crimes de guerra. O país considera que esses combatentes devem ser julgados no território onde lutaram, no Iraque ou na Síria.

