O Parlamento Europeu considera que, na UE, só devem ser permitidos animais de estimação que constem de uma 'lista positiva' a nível europeu. Espera-se que a quantidade de espécies exóticas permitidas seja amplamente reduzida com essa lista positiva. Além disso, não seria mais necessário impor proibições individuais para cada espécie – geralmente de forma retrospectiva.
A Comissão Europeia comprometeu-se esta semana em Estrasburgo a estudar a implementação de uma lista positiva europeia. A Holanda, aliás, já possui uma lista positiva, que passará a vigorar a partir de 2024.
Uma maioria do Parlamento Europeu também deseja medidas mais rigorosas contra o comércio de espécies ameaçadas. Essas espécies devem receber o nível mais alto possível de proteção internacional, proibindo qualquer comércio comercial desses animais. Isso consta em uma moção do Partido dos Animais, aprovada no Parlamento Europeu com 549 votos a favor e 28 contra.
A Comissão Europeia reconhece que a legislação comunitária sobre o bem-estar animal está desatualizada e propõe uma atualização. O objetivo é harmonizar as regras nacionais. A legislação tem mais de 10 anos e não atende mais às normas atuais nem às expectativas da população. Para algumas espécies, não existem regras específicas.
Por exemplo, segundo Bruxelas, ainda é necessário definir vários detalhes para a proteção das vacas leiteiras. Também existem lacunas na legislação sobre transporte terrestre ou a proibição do uso de gaiolas. Os ministros da Agricultura já aprovaram a atualização das normas da UE para o bem-estar animal.
Em um documento de trabalho, a Comissão Europeia reconhece falhas. Isso levou alguns Estados-membros da UE a endurecer suas exigências nacionais. Para restaurar regras uniformes para todos os agricultores da UE, a legislação sobre bem-estar animal deve ser atualizada com urgência, alerta a Comissão Europeia.
Globalmente, cerca de um milhão de espécies animais e vegetais estão ameaçadas de extinção devido a ações humanas. “É importante que a União Europeia se empenhe ao máximo na próxima conferência internacional da CITES (meados de novembro no Panamá) para salvar as espécies que estão à beira da extinção”, declarou a eurodeputada Anja Hazekamp (Partido dos Animais).
Ela criticou a postura leniente da Comissão Europeia durante a última cúpula da CITES em 2019. Na ocasião, a Europa recusou apoio a uma proposta de países africanos para proteção do elefante africano. “Desde então, os números dessas populações só diminuíram ainda mais”, lembrou Hazekamp à Comissão.

