Com ampla maioria, o parlamento apoiou a nova diretiva. Assim, haverá um quadro comum para o combate à corrupção dentro da UE. O objetivo é reduzir as diferenças entre os países e tornar a abordagem mais efetiva.
O Parlamento Europeu se posicionou com ampla maioria a favor de uma nova lei europeia anticorrupção. Uma novidade, pois nunca antes a UE havia aprovado uma lei desse tipo. Inicialmente, parecia improvável a aprovação da lei. Entre outros, o governo italiano expressou grandes objeções à nova legislação europeia.
Corrupção
A lei define quais atos são considerados corrupção. Incluem suborno, peculato, influência indevida e enriquecimento ilícito. Ao unificar essas definições, juízes e procuradores poderão agir com mais eficácia.
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Além disso, as regras para punições serão endurecidas. Os Estados-membros deverão garantir que as penas máximas não sejam muito baixas. Dessa forma, a UE quer evitar que casos de corrupção recebam punições mais brandas em alguns países do que em outros.
Penas mínimas
A eurodeputada holandesa Raquel García Hermida-van der Walle (D66/Renew Europe), principal negociadora da lei, esteve presente na fase final da votação e concedeu entrevista à imprensa junto com a presidente do parlamento Roberta Metsola sobre a importante votação.
Com base na nova lei, todos os países europeus deverão ter uma estratégia para prevenir e combater a corrupção. Também diversos crimes relacionados à corrupção, como suborno, peculato e tráfico de influência, serão tipificados de forma clara em toda a União.
Os juízes terão mais instrumentos para punir criminosos corruptos, serão estabelecidas penas mínimas, e a independência das autoridades anticorrupção deverá ser garantida. Segundo García Hermida-van der Walle, a lei fará uma grande diferença para a Europa.

