O Parlamento Europeu condenou a Polônia por estabelecer dezenas de áreas livres de homossexuais. Com uma resolução amplamente apoiada, o Parlamento Europeu condena o partido conservador polonês PiS, que permite e até estimula essa política nas cidades.
Com a criação de 'zonas livres de LGBTI', mais de oitenta cidades e vilarejos poloneses querem desencorajar e desaprovar a presença de pessoas LGBTI. Essa 'política' de estabelecer essas zonas, entretanto, não tem validade legal, de modo que gays e lésbicas não podem ser efetivamente excluídos dessas cidades.
Críticos afirmam que as autoridades polonesas promovem com isso o ódio e até agressões contra pessoas LGBTI. O jornal governamental Gazeta Polska chegou a distribuir adesivos com símbolos anti-LGBTI para espalhar nas cidades que adotaram as novas regras.
Nos últimos anos, as divergências entre os países europeus e a Polônia aumentaram devido à política nacionalista e conservadora do partido governista polonês PiS. Estão em jogo diversas restrições impostas por Varsóvia às liberdades liberais defendidas pela UE e suas instituições. Recentemente, Bruxelas e Varsóvia entraram em conflito pelo silenciamento dos juízes independentes poloneses.
A União Europeia deseja que as escolas polonesas abordem os direitos LGBT junto aos alunos e enfatiza que os subsídios europeus não podem ser usados de forma alguma para políticas "discriminatórias".
A resolução foi coapresentada pela eurodeputada liberal holandesa do D66, Sophie in ’t Veld. Ela chama a criação dessas zonas de uma "violação fundamental dos direitos humanos". Ela quer que a Europa envie um sinal forte com esta resolução, também para outros países membros que não valorizam os direitos LGBTI, como a Hungria.
O partido governista polonês PiS conquistou muitos votos nos últimos anos com declarações sobre "normas e valores tradicionais", que na prática significam uma restrição dos direitos dos homossexuais e das mulheres.

