A nova política agrícola comum europeia não deve ser adiada por completo no último momento. Isso só gera mais incerteza e falta de clareza para os agricultores. Contudo, o setor agrícola precisa de planos estratégicos nacionais que sejam suficientemente flexíveis para cada país.
É o que afirma o ministro tcheco Zdenek Nekula, que será presidente do Conselho de Ministros da Agricultura da UE no próximo semestre.
O ministro Nekula disse que na próxima segunda-feira (na reunião mensal dos ministros da Agricultura), não atenderá aos pedidos de vários países da UE para adiar o novo PAC-2023, pois nem todos os planos estratégicos nacionais (PSN) dos 26 países da UE foram aprovados por Bruxelas até agora.
Nekula não explicou o que acontecerá com os países da UE que ainda não querem ou não podem alinhar seus planos nacionais à política agrícola europeia. Esse processo de consulta deve ser concluído antes do recesso de verão, conforme acordado anteriormente. O comissário da Agricultura, Janusz Wojciechowski, sugeriu que, se necessário, o pagamento das subsídios agrícolas pode ser suspenso.
Ao apresentar os procedimentos tchecos da UE para o próximo semestre, Nekula afirmou na comissão AGRI do Parlamento Europeu que também será necessária muita atenção às novas normas sobre pesticidas propostas pelos comissários Timmermans, Kyriakides e Sinkevicvius.
Ele afirmou esperar que os países que já reduziram significativamente o uso de fertilizantes nos últimos anos sejam tratados com flexibilidade na nova atribuição.
Diversos grupos no Parlamento Europeu afirmam que a redução do uso de fertilizantes na agricultura só será possível se, simultaneamente, houver novos insumos naturais ou novas técnicas de OGM disponíveis. A República Tcheca pretende organizar uma grande conferência científica sobre esse tema em Praga ainda este ano.

