O governo de Malta e a empresa de voos charter Ryanair iniciaram procedimentos contra o apoio do fundo de recuperação covid por alegada distorção da concorrência.
O processo tratava da legitimidade da ajuda financeira concedida pela Comissão Europeia à Air France-KLM. O Tribunal Europeu decidiu que a Comissão, ao emitir sua aprovação, violou acordos estabelecidos, o que fez com que parte do auxílio fosse indevidamente destinado à KLM.
O apoio, que incluía uma garantia significativa de empréstimo e um empréstimo acionista, foi inicialmente aprovado pela Comissão Europeia em instâncias separadas para a Air France e, posteriormente, para a Air France-KLM, excluindo outras divisões da empresa. No entanto, o Tribunal determinou que o benefício não foi exclusivo da Air France, mas também alcançou a Air France-KLM e sua subsidiária holandesa KLM.
A Ryanair saudou a decisão e a vê como uma vitória na sua luta contra a aprovação do socorro financeiro covid para a Air France-KLM. A companhia aérea irlandesa e Malta afirmaram que as medidas de apoio criavam uma distorção da concorrência. Essa decisão pode ter amplas implicações para o setor aéreo e para a forma como o apoio financeiro é concedido e distribuído durante situações de crise na União Europeia.
A Comissão Europeia agora deve reconsiderar como concede apoio a companhias aéreas durante emergências. A Air France-KLM já reembolsou o apoio e está avaliando as implicações, considerando a possibilidade de recorrer ao Tribunal de Justiça da União Europeia.
O Tribunal, informalmente conhecido como Tribunal Europeu, é uma instância componente do Tribunal de Justiça da União Europeia. Ele trata de processos e queixas apresentadas por indivíduos e estados da UE contra a União Europeia, embora certos casos sejam reservados ao Tribunal de Justiça da UE.

