O tribunal europeu considerou que a Rússia, como potência de facto controladora na Transnístria, é responsável pelos atos ilegais das autoridades separatistas.
A Rússia deve pagar cerca de 40.000 euros de indemnização a Oleksandr Lypovchenko e Oleg Halabudenco, segundo reporta o BalkanInsight. O ucraniano Lypovchenko foi preso em 2015 após criticar o regime da Transnístria, sendo condenado em 2016 pelo tribunal não reconhecido a três anos e meio de prisão.
O outro demandante, Halabudenco, tem nacionalidade moldava e foi professor numa universidade em Tiraspol. Ele foi preso em 2016 sob a acusação de ter aceitado subornos de um estudante. Foi libertado após pagamento de fiança, que depois foi revogada. Entretanto, o homem deixou a Transnístria e não voltou por medo do regime.
Os juízes europeus decidiram que a Federação Russa deve pagar 26.000 euros a Lypovchenko e 6.500 euros a Halabudenco a título de indemnização, além de 4.000 euros a cada demandante para cobrir custos e despesas.
No entanto, em março de 2022, pouco depois da invasão militar da Ucrânia, a Rússia anunciou que Moscovo já não reconhece as decisões do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.

