A X, propriedade do bilionário americano Elon Musk, apresentou recurso no Tribunal da União Europeia. Segundo a empresa de mídia, a mega-multa europeia baseia-se em uma investigação incompleta e superficial, com uma interpretação artificial das obrigações sob a Digital Services Act (DSA).
De acordo com a X, a ação judicial em curso é o primeiro processo legal contra uma multa da DSA e pode estabelecer precedentes importantes para a aplicação das regras e a proteção dos direitos fundamentais.
Censura
Essas leis da internet da UE são vistas nos Estados Unidos, inclusive pelo presidente Trump, como uma forma de censura europeia sobre os serviços das mídias (sociais) americanas. Bruxelas sustenta que o que é regulamentado e legal no mundo físico também deve valer na vida digital.
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A Comissão Europeia impôs a multa após constatar que a X violou as obrigações de transparência da DSA. Segundo a Comissão, a plataforma teria enganado os usuários com seu programa de verificação. Como qualquer pessoa podia obter o selo azul mediante pagamento, tornou-se mais difícil avaliar a autenticidade das contas, segundo a Comissão.
Além disso, a Comissão afirmou que a X não tornou suficientemente transparente as informações sobre os anúncios e não concedeu acesso adequado aos dados públicos aos investigadores da UE. Esses pontos faziam parte de uma investigação mais ampla iniciada em dezembro de 2023. A investigação focou, entre outros, na gestão de riscos, moderação de conteúdo, práticas enganosas e transparência publicitária.
Menores
A sanção imposta foi a primeira multa sob a nova lei europeia de internet DSA, uma lei de 2022 que obriga grandes plataformas online a limitar conteúdos ilegais, proteger melhor menores e oferecer mais transparência sobre seus métodos. A lei visa dar aos usuários mais controle sobre o conteúdo que lhes é apresentado.
Enquanto isso, continua dentro da União Europeia uma investigação adicional sobre a X. Os reguladores estão analisando, entre outros aspectos, como a plataforma lida com a disseminação de conteúdos ilegais e desinformação. Também foi aberta uma investigação separada sobre o uso do chatbot de IA Grok, após críticas internacionais a imagens deepfake geradas com fotos nuas falsas.

