Alguns países da UE insistem que os produtos de carne e alimentos sul-americanos importados para a UE devem cumprir os mesmos critérios ambientais aplicados aos agricultores europeus.
Na próxima semana, serão realizadas novas negociações sobre as exigências ambientais europeias adicionais para um novo capítulo sobre clima e meio ambiente no acordo comercial já negociado pela UE.
A Espanha é presidente da UE até o final deste ano e afirma que o dossiê será assumido posteriormente pela sucessora Bélgica. O ministro do Comércio espanhol, Hector Gomez, espera resolver na próxima semana algumas “diferenças importantes”, mas disse que a assinatura final será adiada para o próximo semestre.
Como isso ocorre durante a campanha para as eleições europeias, espera-se que a ratificação só seja concluída pela nova Comissão Europeia, no mais cedo no final de 2024 ou início de 2025. Naquela época, a Hungria será presidente da UE.
O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone na sexta-feira com o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez e pediu a flexibilização das exigências ambientais europeias adicionais.
O Brasil é atualmente presidente do Mercosul e é visto como o mais ambientalmente amigável dos países do bloco. Isso poderia permitir que a UE chegasse a um acordo mais rapidamente com o Brasil do que com os outros três países (Uruguai, Paraguai, Argentina).
A confederação agrícola europeia Copa-Cogeca afirmou no início deste ano que o acordo negociado é prejudicial para os agricultores europeus e teme que Bruxelas passe a aplicar os critérios do Mercosul também em outros acordos comerciais. Na semana passada, a Austrália também apelou por isso, mas o Comissário de Comércio da UE, Valdis Dombrovskis, não atendeu ao pedido.

