O primeiro-ministro britânico Boris Johnson voltou a solicitar à União Europeia uma prorrogação para a saída do Reino Unido da UE, após a Câmara dos Comuns ter recusado aprovar seu acordo do Brexit até o momento. O presidente da UE, Donald Tusk, consultará agora os líderes europeus sobre como reagir a esse pedido.
É quase certo que a UE aceitará conceder a prorrogação, pois uma saída britânica sem um período de transição também seria prejudicial para a UE. Para a nova prorrogação ser concedida, é necessário o consenso unânime dos 27 outros chefes de governo da UE. Não está claro por quanto tempo a prorrogação deveria durar. Segundo relatos, Johnson não indicou uma data em seu pedido.
A consulta da UE provavelmente levará alguns dias. No domingo, os embaixadores da UE em Bruxelas receberão uma atualização do presidente Tusk. Na segunda-feira, o grupo de acompanhamento do Parlamento Europeu realizará uma sessão extraordinária em Estrasburgo. A Europa permanece em observação cautelosa. De acordo com uma porta-voz da Comissão Europeia, a UE lembra que ainda não houve votação sobre o acordo em si.
Além disso, Bruxelas provavelmente aguardará para ver se Johnson realmente apresentará na terça-feira no parlamento os textos legais necessários para formalizar juridicamente a saída britânica da UE.
Johnson não assinou pessoalmente a carta enviada à UE. É uma cópia da lei que obriga o governo britânico a solicitar a prorrogação. Ele anexou outras duas cartas. Em uma delas, ele expressa que, em sua opinião, uma nova prorrogação seria um erro. Essa carta foi assinada por ele pessoalmente. A outra carta, do embaixador britânico na UE, esclarece que o pedido de prorrogação de Johnson é uma obrigação legal.
O primeiro-ministro já havia sido obrigado pela Câmara dos Comuns a solicitar a prorrogação caso não obtivesse a aprovação para seu acordo do Brexit até o sábado à noite. Críticos britânicos afirmam que o acordo de Johnson é 95% idêntico às propostas anteriores rejeitadas pela Câmara dos Comuns durante o governo da ex-primeira-ministra Theresa May.

