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China impõe sanções retaliatórias contra empresas da UE

Iede de VriesIede de Vries
A China estabeleceu restrições de exportação para quatorze empresas europeias dos setores de defesa e tecnologia. A medida seguiu-se um dia após a União Europeia ter adotado sanções contra quatorze empresas chinesas e de Hong Kong envolvidas no apoio à Rússia na guerra contra a Ucrânia.
China impõe sanções a empresas europeias do setor de defesa como retaliação.Foto: EU

De acordo com o Ministério do Comércio da China, as empresas chinesas não poderão mais fornecer bens semi-militares para quatorze empresas europeias sem autorização. Somente em casos excepcionais poderá ser solicitada uma licença para tal.

Indústria de defesa

Na lista chinesa estão, entre outros, o grupo alemão de defesa Rheinmetall, o fabricante tcheco de caminhões Tatra Trucks, o construtor naval holandês Royal IHC, os motores elétricos do grupo italiano Lafert e a empresa polonesa de tecnologia VIGO Photonics. A lista é composta principalmente por empresas que atuam nos setores de defesa e tecnologia avançada.

Ajuda aos russos

A medida chinesa ocorreu logo após o 21º pacote de sanções da União Europeia contra Rússia. Neste pacote, a UE incluiu dezenas de funcionários chineses e quatorze empresas estatais da China e Hong Kong na lista de sanções. Isso impede que empresas europeias façam negócios com essas entidades. Segundo Bruxelas, elas auxiliam compradores russos a obter tecnologia ocidental.

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A China descreveu as sanções europeias como prejudiciais aos interesses das empresas chinesas e apresentou as novas restrições de exportação como uma medida retaliatória. A Comissão Europeia informou que vai analisar as medidas chinesas e consultar os países da UE e as empresas afetadas.

Huawei

As novas medidas surgem em um momento em que a tecnologia de telecomunicações chinesa continua sendo tema de debate entre Bruxelas e Pequim. A União Europeia está trabalhando para remover equipamentos de telecomunicações chineses, incluindo da Huawei, das redes europeias. De acordo com pesquisas na indústria de telecomunicações, os custos dessa remoção podem ser muito maiores do que se estimava anteriormente.

Diálogo

Apesar das tensões crescentes, ambas as partes tentam manter o diálogo. Pouco antes das medidas retaliatórias chinesas, uma delegação do Parlamento Europeu visitou Pequim. Além disso, o comissário de Comércio da UE, Maroš Šefčovič, e o ministro do Comércio da China, Wang Wentao, conversaram sobre comércio, controles de exportação, direitos de propriedade intelectual e reforma da Organização Mundial do Comércio.

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Este artigo foi escrito e publicado por Iede de Vries. A tradução foi gerada automaticamente a partir da versão original em neerlandês.

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